Que minha mãe não leia, AMÉM!

Daí você era a Santinha da classe, daquelas que sonham com um Conto de Fadas. Fez vinte, mudou o cabelo e entrou na faculdade. Conheceu Jack Daniel’s e ele virou seu novo Príncipe Encantado.

Torta de brigadeiro

cupcake

A vida é como uma fatia irresistível de uma torta de brigadeiro com avelã da melhor padaria da cidade. Na vitrine, ela convida você a saboreá-la. Derreter-se de amor por ela. Devorá-la com tamanha paixão que, ao final, seja preciso lamber os beiços e jogar a camiseta branca, agora marrom, no cesto de roupa suja- aquelas que têm história.

Ela perturba seu sono e o cérebro, inquieto, proibido de descansar, trabalha e vibra. Ela aparece até nos seus sonhos e tudo com uma única finalidade: fazer você criar seu próprio filme à la Jack Chan. Ela grita por movimento. Pisca e tenta, incansavelmente, atrair você.

É como aquela fatia única de uma explosão incontável de calorias. Muitas vezes, por educação, recusamo-la sem culpa. Assim, de graça. Dizemos “não, obrigada”, pensando estar um passo mais próximo de um objetivo maior. Mas qual tão grande? Ora, ela é a última fatia e o confeiteiro entrou de férias, de greve, sei lá. É o fim, entende?

Perdidas as mordidas, garfadas e lambidas de dedos e prato, não há nada mais a fazer do que despedir-se sem nunca ter chegado ao menos perto de um “olá”. Sim, é breve e também triste. Contudo, torna-se imensa quando preenchidas as reticências. Principalmente quando nelas rabisca-se de tudo: do certo, do errado, das palavras tortas, das engolidas, das disparadas como bala de revólver ou eternas como goma de mascar.

Ah, esses dias… Todos e tais. Devem ser comidos como uma farta ceia de Natal. Sem pressa ou restrições, do lado de quem amamos, ora brincando como bobos ora brigando como lobos, com uma oração na garganta e um sorriso no coração.

Merecem ser mastigados os dias, por que não? Minuto a minuto. Devorados. E é preciso fazê-lo até que se farte e assim se parte com a certeza de não ter deixado migalha alguma do que poderia ser pelo chão. Pois, de fato, tudo foi. E como foi… bom.

Naianne Maciel

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This entry was posted on 1 de Fevereiro de 2015 by .

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